“Quando nascemos fomos programados”

Sem muitas pretensões, apresento ao mundo virtual este espaço de livres opiniões sobre algoritmos e informação.

Tema do momento, os algoritmos “entregam” desde vídeos de animais fofinhos no Facebook até mesmo conteúdos que você já leu mil vezes na timeline.

Eles “informam” quais são os Trending Topics do Twitter e são capazes de gerar um ranking de sites mais relevantes durante uma simples busca via Google.

No fundo, a gente sabe que os algoritmos não “entregam”e muito menos “informam” algo. São apenas instruções bem definidas para se realizar determinada tarefa.

Na prática, algoritmo é uma receita de bolo que funciona, um cubo mágico com solução.

Algoritmo é um cubo mágico sendo resolvido. Imagem: Toni Blay / Creative Commons

Algoritmo é um cubo mágico sendo resolvido. Imagem: Toni Blay / Creative Commons.

Nas Ciências Exatas, é um conceito matemático que está em todo lugar, principalmente na Computação.

Na internet, os algoritmos tem deixado muito internauta curioso sobre o seu poder de revelar ou nos prender em nossas preferências.

O impacto sobre a informação online é enorme. Por isso, está mais que na hora das Ciências Sociais Aplicadas investigarem o fenômeno. Então, vamos lá.

“…a receber o que os algoritmos”

Creio que os algoritmos existam desde que o mundo é mundo. O homem da caverna, ao fazer o fogo com a fricção de pedras, precisava executar uma tarefa com passos organizados: escolher pedras secas, friccioná-las sobre gravetos também secos.

A parte do imprevisto estava na torcida para que a pedra gerasse atrito suficiente para liberar calor.

Antes de nascermos é bem provável que nossos familiares também já tivessem algum rito engatinhando para resolver um “pequeno” detalhe de nossa existência: o parto.

Pré-natal, conselhos, roupas infantis, fraldas, transporte, hospital escolhido etc. Etapas previamente planejadas para que tudo desse certo.

Um “algoritmo” quase perfeito, a não ser pela imprevisibilidade humana. A mãe estressou, o pai ficou sem gasolina e a criança nasceu fora de hora.

Mesmo assim, o médico buscou em sua memória uma receita que aprendeu na Faculdade: procedimentos cirúrgicos para a cesária.

Algoritmo 1: nascer no hospital de parto natural  (incompleto);

Algoritmo 2: nascer no hospital de cesária (sucesso).

Depois desse comparativo caseiro, tentendemos entender melhor a palavra-chave (keyword) que guia esse blog:

algoritmo é uma sequência de passos definidos previamente para resolver uma questão ou problema.

Ou seja, trata-se de uma tarefa a ser resolvida de acordo com um número pré-determinado de etapas. Na Computação, os algoritmos são criados para resolver problemas simples e complexos.

Suspender o computador após 15 minutos sem uso? Tarefa fácil. Por trás, um algoritmo bem pensado para diminuir o gasto de energia. Opa, o PC ficou 14 minutos e 59 segundos inativo e alguém apertou o mouse sem querer. Pronto, tarefa não cumprida. A contagem do tempo recomeça.

E na Comunicação?

…nos empurraram com os resultados do USA, de 9 às 6

Recorremos ao vídeo “¿Qué es un algoritmo?” para dar um refresco na leitura. Vídeo sempre ajuda a organizar as ideias, mesmo em outra língua.

Além disso, se me permitem a redundância, os algoritmos do YouTube ainda traduzem a legenda para seu idioma nativo. Ficou prático assim?

Ok, prometo que, nas próximas, não vou ficar falando tanto que o algoritmo faz isso, aquilo etc.

O vídeo abaixo não é meu, mas o resultado do Google me mostrou que se trata de Creative Commons, uma licença que me garante a reutilização:

Confiram:

Creator: Magic Maker Pro

Algoritmo online e Informação

Algoritmo online virou o nome do blog porque, dentre os domínios disponíveis, era o que soava melhor. Quando falamos em informação, o algoritmo tornou-se “dono” dos dados da web. No Google, nossas buscas resultam em informações que gestores e desenvolvedores consideram mais relevantes. Esses critérios estão semi-escondidos no algoritmo chamado PageRank.

No Facebook, o algoritmo Edge Rank entende que compartilhar um post é mais interessante do que apenas apertar o curtir.

Assim, o algoritmo age de forma bem objetiva, mas não podemos negar que sua relação com a informação é complexa pois envolve o imprevisível (a cabeça humana).

Logo, não podemos dizer que o algoritmo é neutro. Afinal, ele é capaz de determinar o que você deve ou não visualizar na timeline do Facebook mesmo que você não concorde em vez mais do mesmo.

Informação é a alma do negócio das empresas que lidam com conteúdos digitais. O algoritmo dá ritmo a esse negócio. Enquanto isso, nós, internautas, passamos a vivenciá-lo com mais intensidade.

Sem dúvidas, esse tema precisa ser explorado com muito mais afinco. Por hora, finalizo o post com links para quem, por ventura, chegou até o final:

Como os algoritmos definem o que você vê no Facebook e no Google

Mudança no algoritmo dará prioridade a publicações de amigos e família

Até quinta ou, quem sabe, a qualquer momento.

2 thoughts on ““Quando nascemos fomos programados”

  1. Olá, Leyberson,

    Cheguei aqui indicado pela companheira de lutas e colega de trabalho Flávia Azevedo, gostei muito da proposta do blog. Nosso cotidiano no trabalho de comunicação digital é permeado por tentar entender em linhas gerais como funcionam os algoritmos e lidar com as bolhas que eles criam. Alguns conteúdos devem circular em nossas bolhas, outros têm o objetivo de ir “furar” outras. Fique realmente muito interessado no blog e mesmo disposto a contribuir. Por fim, uma sugestão de leitura é o livro que provavelmente já é do seu conhecimento, mas não é demais citar: O filtro invisível. O que a Internet está escondendo de você, do Eli Pariser.

    Forte abraço e conte comigo no que eu puder ajudar.

    • Renan, obrigado pela dica e interesse. Quero me disciplinar para fazer desse espaço uma espécie de curadoria, clipagem e, principalmente, espaço de reflexão sobre o tema que está pingando em todo canto, muitas vezes distantes de um olhar social. Sinta-se à vontade, inclusive, de submeter alguma reflexão sua, texto etc. Gde abs.

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