Os algoritmos do Facebook e Google e seus recentes pactos “Chirrin-Chirrion”

Lembram das aventuras do Chapolin e o conto da varinha “Chirrin-Chirrion” do Diabo? Para bem ou para mal, cada vez mais o mundo está fazendo pactos com os algoritmos.

Quem usa Fan Page para promover conteúdos ou marca terá que vender as sua alma se quiser algum resultado. Desde a semana passada, os laços familiares ganham mais força no Facebook.

E lá longe…no país do Brexit, o Google DeepMind anda prometendo até poderes médicos aos seus algoritmos. Vejamos:

O Facebook mudou seus algoritmos…de novo, e de novo e de novo…

Quarta-feira passada, 29. No blog do Facebook, a empresa anunciou mais uma mudança significativa nos algoritmos da plataforma.

Ainda não foi dessa vez que eles publicaram alguma documentação técnica ou abriram o código. Mas descreveram alguns aspectos filosóficos que podem dar dicas do que eles escolherão para aparecer na sua timeline.

Ou seja, o que o EdgeRank – como é chamado o conjunto de algoritmos da plataforma – escolherá como “interessante” para você.

Quais dicas exatamente eles dão nessa nova mudança do dia 29 de junho?

      1. Vão priorizar posts e interações de amigos e familiares;
      2. Conteúdos informativos ganham força; Instant Articles, principalmente.
      3. Entretenimento. Sim, memes e vídeos engraçadinhos continuarão fortes.
      4. Histórias significativas. Sabe aquele texto que comove, que você clica e fica nele por um tempo maior do que a média/? O Facebook mede esse tempo e o considera na hora de montar a sua timeline.
      5. Conteúdos confiáveis. O Facebook está bem preocupado em identificar os conteúdos reais. A credibilidade de sites especializados deve contar muito por aqui. Por falar nisso, conheçam o boatos.org, site de um jornalista parceiro e caçador de notícias falsas na web.
      6. Guerra contra a boataria. Nada mais chato do que ler um conteúdo fake. O Facebook tem perdido essa luta contra os boatos faz tempo. Mas parece que mexeram novamente no algoritmo para resolver isso. A conferir.
      7. Personalização pelo usuário. De acordo com o diretor de engenharia do Facebook, Lars Backstrom,  a escolha de conteúdos mais importantes é “subjetivo, pessoal e único – e define a essência do que queremos alcançar”. Por isso, Backstrom defende a autonomia do usuário em escolher qual página ou perfil ele quer ver primeiro etc.

Fontes: Proxxima / Meio&Mensagem; Notíciasaominuto.

Pitacos: decadência das fanpages

Deixo a observação de que o item personalização pelo usuário somente aparece no texto do engenheiro depois dos demais pontos listados. Então, na prática, o que o usuário vai ver continua sendo definido pelo comportamento de navegação do usuário para, então, con siderar suas escolhas conscientes.

Já as fanpages em geral não devem estar nada contentes. Se na virada do ano houve uma perda de cerca de 42% do alcance, imagine o que ocorrerá a partir de agora uma vez que o próprio texto do Facebook pouco valoriza o papel das páginas.

Eis a consolidação da importância do perfil do usuário. A verdade é que as fanpages profissionais terão que fazer acordos financeiros, verdadeiros Chirrin-Chirrion com o Facebook, para conseguir alguma rentabilidade.

Caiu de paraquedas neste blog? Entenda-o.

Operador de diagnóstico ocular com algoritmos do Google

Google DeepMind usará algoritmos para realizar diagnósticos oculares em parceria com o Reino Unido

O “Deus” Google promete curas algoritmicas

– Pera aí. Você quer dizer que algoritmo é coisa do “Demo”?

Então, não é bem assim. O Google, que já domina o mundo…ops, que está onipresente e onisciente em nossas vidas digitais, possui um laboratório britânico de pesquisa em inteligência artificial: o Google DeepMind.

Além de testar jogos e afins, o DeepMind está focado em contribuir na construção de algoritmos capazes de diagnosticar doenças oculares em estágios iniciais. A parceria da empresa é com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS).

Como funcionaria?

Uma escaneada simples de retina e pronto. Os algoritmos consideram as variáveis, seguem as instruções definidas e apontam quaisquer problemas nos olhos do paciente.

Para que esse diagnóstico seja possível, destaca matéria do Meiobit.com, a NHS “irá fornecer ao Google DeepMind cerca de um milhão de scans oculares anônimos, assim uma rede neural através de aprendizado de máquina terá um extenso banco de dados à sua disposição.”

Tomara.

Ano passado passei a ver o mundo de outro jeito após uma correção de aberrações ópticas nas minhas córneas durante uma cirurgia de miopia personalizada. Logo, imagino o quanto essa tecnologia poderá ser benéfica.

A questão é que o sistema deveria ser aberto, livre e, de fato, público, independente de quantas libras, euros ou reais o paciente tenha.

Quer saber mais sobre o NHS? Então, acesse aqui a matéria do Ronaldo Gogoni, do MeioBit.

Até terça.

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